Protestos em Minas Gerais

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18.jun.2013 - Manifestantes se reúnem no centro de Belo Horizonte na noite de terça-feira (18) contra o aumento da tarifa de ônibus. O segundo dia seguido de protestos na cidade terminou com vandalismo e ação da tropa de choque da Polícia Militar, que chegou por volta das 0h30 ao centro para conter um grupo de manifestantes que quebrou vidraças de lojas e bancos Leia mais Alberto Wu/Futura Press/Estadão Conteúdo
O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), assinou decreto declarando feriado na capital mineira nesta quarta-feira (26), quando a Seleção Brasileira enfrenta o Uruguai, no Mineirão.
O decreto 15.247 justifica a iniciativa "em razão da realização de jogo da fase semifinal da Copa das Confederações Fifa 2013" e mantém em funcionamento os órgãos essenciais, como Defesa Civil, funcionarão normalmente. A medida foi publicada nesta terça-feira (25) no DOM (Diário Oficial do Município) de Belo Horizonte.

Mapa dos protestos

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Ontem, em Brasília, o socialista criticou o trabalho da polícia na repressão às depredações. "Eu espero que na próxima manifestação a PM (Polícia Militar) prenda mais, prendeu muito pouca gente", afirmou o socialista.

Já a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) vive um impasse. O conselho universitário e estudantes da universidade exigem do reitor a saída das tropas do Exército brasileiro e da Força de Segurança Nacional do campus, na Pampulha, ao lado do Mineirão.

O reitor só decide sobre a questão após conversar com o governador Antônio Anastasia (PSDB), que estava em Brasília na reunião da presidente Dilma com os governadores e prefeito. Ele só retorna a Belo Horizonte nesta terça-feira (25).

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Raio de 2 km

Foi acordado com o governo de Minas Gerais a utilização do campus da universidade por tropas do Exército e da Força de Segurança Nacional durante a realização dos jogos da Copa das Confederações, no Mineirão

Análises sobre protestos

Não poderia ter sido de outra forma, por conta da exigência da Fifa de segurança num raio de dois quilômetros. Só entram nesse espaço pessoas que, de alguma forma, tenham relação com o espetáculo. A universidade fica a 700 metros do estádio.
Aí começaram os jogos da Copa das Confederações no Mineirão. Na sequência, os gols e as manifestações. No sábado (22), durante os tumultos e agressões que se seguiram após o jogo entre México e Japão, no Mineirão, as tropas das duas corporações investiram contra os manifestantes na avenida Antônio Carlos.
Na mesma via, na entrada do complexo educacional, as tropas impediram a entrada de pessoas no protesto. Grades e vidros da portaria foram quebrados. Poucas horas depois, por meio das redes sociais, estudantes da UFMG acusaram a polícia de ter impedido pessoas que queriam se "abrigar" para fugir da confusão, entrando no campus.