Belo Horizonte decreta feriado em dia de semifinal entre Brasil e Uruguai, nesta quarta
O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), assinou decreto
declarando feriado na capital mineira nesta quarta-feira (26), quando a
Seleção Brasileira enfrenta o Uruguai, no Mineirão.
O decreto 15.247 justifica a iniciativa "em razão da realização de jogo
da fase semifinal da Copa das Confederações Fifa 2013" e mantém em
funcionamento os órgãos essenciais, como Defesa Civil, funcionarão
normalmente. A medida foi publicada nesta terça-feira (25) no DOM
(Diário Oficial do Município) de Belo Horizonte.
Ontem, em Brasília, o socialista criticou o trabalho
da polícia na repressão às depredações. "Eu espero que na próxima
manifestação a PM (Polícia Militar) prenda mais, prendeu muito pouca
gente", afirmou o socialista.
Já a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) vive um impasse. O
conselho universitário e estudantes da universidade exigem do reitor a
saída das tropas do Exército brasileiro e da Força de Segurança Nacional do campus, na Pampulha, ao lado do Mineirão.
O reitor só decide sobre a questão após conversar com o governador
Antônio Anastasia (PSDB), que estava em Brasília na reunião da
presidente Dilma com os governadores e prefeito. Ele só retorna a Belo
Horizonte nesta terça-feira (25).
Confronto em protesto acaba com mais de 30 detidos em MG
Raio de 2 km
Foi acordado com o governo de Minas Gerais a utilização do campus da
universidade por tropas do Exército e da Força de Segurança Nacional
durante a realização dos jogos da Copa das Confederações, no Mineirão
Análises sobre protestos
Não poderia ter sido de outra forma, por conta da exigência da Fifa de
segurança num raio de dois quilômetros. Só entram nesse espaço pessoas
que, de alguma forma, tenham relação com o espetáculo. A universidade
fica a 700 metros do estádio.
Aí começaram os jogos da Copa das Confederações no Mineirão. Na
sequência, os gols e as manifestações. No sábado (22), durante os
tumultos e agressões que se seguiram após o jogo entre México e Japão,
no Mineirão, as tropas das duas corporações investiram contra os
manifestantes na avenida Antônio Carlos.
Na mesma via, na entrada do complexo educacional, as tropas impediram a
entrada de pessoas no protesto. Grades e vidros da portaria foram
quebrados. Poucas horas depois, por meio das redes sociais, estudantes
da UFMG acusaram a polícia de ter impedido pessoas que queriam se
"abrigar" para fugir da confusão, entrando no campus.
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