Bope procura assassino de PM em favela no Rio; confronto deixou 2 mortos
- Movimentação de policiais do Batalhão de Choque e do Bope na entrada da comunidade Nova Holanda, no complexo de favelas da Maré
Um morador do complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio de
Janeiro, morreu na madrugada desta terça-feira (25) no confronto entre
policiais e criminosos após uma manifestação na região na noite de
segunda-feira (24), que terminou com um arrastão.
Eraldo Santos da Silva, 41, foi atingido por um tiro de fuzil no rosto e
morreu no Hospital Federal de Bonsucesso. Ainda na noite de segunda, o sargento do Bope Ednelson Jeronimo dos Santos Silva, 42, foi morto durante a troca de tiros.
Cerca de 300 policiais do Bope, com apoio do 22º Batalhão de Polícia
Militar (Maré) e de policiais civis, fazem nesta manhã uma operação para
prender suspeitos de matar o policial.
24.jun.2013
- Movimentação de policiais do Batalhão de Choque e do Bope na entrada
da comunidade Nova Holanda, no complexo de favelas da Maré, zona norte
do Rio de Janeiro, na noite desta segunda-feira (24). Policiais foram
chamados para procurar criminosos que se aproveitaram do protesto
realizado em Bonsucesso para promover arrastões Fábio Teixeira/Parceiro/Agência O Globo
Outros feridos deram entrada na unidade de saúde. Eles foram
identificados como Robson Maceio, 40, atingido no abdome; Djalma Pereira
da Silva, 53, atingido no braço esquerdo; Cláudio Duarte Rodrigues, 41,
atingido nas nádegas; Vagner de Lima, 35, e Alexsander de Oliveira, 40,
cujos ferimentos não foram especificados.
Após o arrastão, policiais do Bope e da Força Nacional de Segurança
foram para a região. O sargento que morreu na operação tinha 17 anos de
serviço, sendo 13 deles no Bope, e deixa mulher e dois filhos. O enterro
será realizado nesta terça, no Cemitério Jardim da Saudade, em Jardim
Sulacap, na zona oeste da cidade.
Arrastão
Os criminosos aproveitaram o fim de uma manifestação que reuniu cerca
de 300 pessoas no bairro de Bonsucesso para praticar assaltos em bandos
motoristas e pedestres. Mulheres tinham suas bolsas roubadas e eram
usadas como escudo quando os suspeitos avistavam policiais. Os bandidos
abraçavam as mulheres pelo pescoço, tentando simular intimidade para
passar despercebidos pelos PMs.
Uma passarela de pedestres em frente à Maré virou rota de fuga
dos assaltantes, que na correria os pedestres pelos quais passavam.
Quando o efetivo maior da PM chegou, por volta das 20h30, um grupo de
cerca de 50 suspeitos correu para o interior da comunidade.
Com a chegada do Bope e da Força Nacional de Segurança, um intenso
tiroteio entre traficantes e policiais teve início. Os tiros perduraram
com maior intensidade até as 2h. Os moradores que chegavam do trabalho
acabavam ficando na rua, sem poder entrar em casa. Somente às 2h30 a
polícia autorizou a volta das pessoas às suas casas.
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