Brasil tem menor nº de formados entre 35 países
Quem reclama da qualidade da educação e do acesso ao ensino superior no Brasil ganhou novos argumentos. Dados divulgados...
Quem
reclama da qualidade da educação e do acesso ao ensino superior no
Brasil ganhou novos argumentos. Dados divulgados ontem pela Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que o
Brasil tem o mais baixo nível de população que completa o ensino
superior e o terceiro pior dentre os que completam o ensino médio dentre
35 países pesquisados. As estatísticas revelam ainda que avançar nos
estudos é crucial: em nenhum outro país concluir a faculdade faz tanta
diferença em termos de emprego e renda.
As informações fazem parte
do relatório Educação: trampolim para o emprego, que apresenta dados
dos países-membros da OCDE, além de não integrantes da organização, como
Brasil e Rússia. O documento confirma que o Brasil melhora em termos de
investimentos públicos e de aumento da população que avança no ensino,
mas os resultados obtidos até aqui ainda são inferiores à média dos
países mais desenvolvidos.
Entre 2000 e 2010, o porcentual do
Produto Interno Bruto (PIB) aplicado na área subiu de 3,5% para 5,6% -
em média, um estudante brasileiro custa US$ 3 mil por ano de estudo. A
média dos países-membros da organização é de 6,3%. No Brasil, a maior
parte dos investimentos vai para o ensino superior, área que recebeu
0,9% do PIB em 2010, contra 0,7% em 2000. Essa média é similar aos
demais países estudados pela OCDE.
No entanto, os investimentos
crescentes em educação no Brasil ainda não se converteram em eficácia do
sistema. Os experts da organização indicam que o porcentual da
população entre 25 e 34 anos e entre 25 e 64 anos que atingiu o nível
universitário no País em 2011, de 12,74% e 11,61%, respectivamente, era o
pior de todos os países pesquisados. Na Coreia do Sul, primeiro lugar
no ranking, esses índices chegam a 63,82% e 40,41%, respectivamente. Da
mesma forma, o porcentual de homens e mulheres que completam o ensino
médio também é baixo: o Brasil é o 33.º entre 35.
Essas falhas têm
graves repercussões econômicas, porque o Brasil é um país em que o
nível de estudo faz grande diferença em termos de empregos e salários.
Pelos cálculos da organização, um adulto com idade entre 25 e 64 anos
que termina o ensino superior receberá, em média, 157% mais do que quem
só terminou o nível médio. A média na OCDE é de 57%
"No Brasil,
ter um nível superior de educação aumenta a probabilidade de emprego
mais do que em muitos outros países", diz o relatório. A organização
adverte que estimular a maior escolaridade possível e aprimorar a
qualidade da educação tem repercussões diretas sobre a economia dos
países.
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