Primeira brasileira a lutar no UFC, "Bate-Estaca" defende bandeira do homossexualismo
A brasileira se disse preparada para enfrentar Camouche em 27 de julho
Bate-Estaca tem um cartel de nove triunfos e apenas duas derrotas - Reprodução Facebook
Apesar
de ser pouco conhecida no universo do MMA, Jessica “Bate Estaca”
entrará para a história do esporte por ser a primeira brasileira a
estrear no UFC. Paranaense de apenas 21 anos, a ex-tratorista enfrentará
a americana Liz Camouche no dia 27 de julho, em Washington, nos Estados
Unidos.
Jessica tem muito em comum com a sua adversária: ambas
tem 11 lutas, um cartel muito parecido, a mesma graduação no jiu-jitsu
(faixa azul) e são homossexuais assumidas. Camouche vem de derrota para a
campeã do peso galo, Ronda Rousey, após fazer carreira no Invicta FC e
Strikeforce, enquanto a brasileira vem embalada por duas vitórias.
Em entrevista exclusiva à Ag. Fight,
a brasileira falou sobre como surgiu o apelido “Bate Estaca”, se disse
disposta a levantar a bandeira homossexual no UFC, comentou a estreia
histórica, contou um pouco sobre a sua vida e se disse preparada para
encarar a americana.
Como você recebeu a noticia de que seria a primeira brasileira a estrear no UFC?
Quando
eu recebi a notícia, fiquei muito feliz de saber que seria a primeira
brasileira a estrear no UFC, ainda mais no card principal. Foi uma honra
pra mim saber que estaria no UFC representando o meu pais, e minha
equipe, a PRVT.
Como surgiu esse apelido Bate Estaca?
Surgiu
porque participei de um campeonato de jiu-jitsu, no qual é proibido o
golpe bate-estaca (suspender o adversário dentro de sua guarda e o jogar
contra o chão). Era minha primeira luta, estava ganhando de uma
paraguaia, quando executei o golpe e fui desclassificada. Desde então, o
apelido pegou.
Você chegou a trabalhar em outra profissão?
Sim, trabalhei num pesque-pague, em duas farmácias, e de tratorista na roça.
Fale um pouco de sua história nas artes marciais, qual é a sua especialidade e suas graduações?
Minha
especialidade é no chão, o jiu-jitsu. Gosto muito de finalização,
principalmente a guilhotina e o mata leão, e de trabalhar no ground
pound, e tenho um meu soco cruzado muito forte. Sou faixa azul de jiu
jitsu e vermelha de muay thai.
Sua estreia será contra a
duríssima Liz Camouche, você se sente preparada para um desafio desses? O
que você viu no jogo dela que acredita que pode tirar proveito? Onde
acha que tem que ficar atenta?
Sim, me sinto bem
preparada, pois tenho grande confiança no trabalho da minha equipe
(PRVT). Nos duas somos muito fortes, não sei no que tirar proveito, pois
cada luta é diferente da outra, não podemos nunca subestimar nossos
adversários. Acho que tenho que ficar atenta em tudo, pois como já
mencionei, não podemos subestimá-la.
Você assumiu
publicamente sua homossexualidade, assim como sua adversária. Não tem
medo de que isso atrapalhe sua carreira? Pretende defender essa bandeira
dentro da organização?
Não tenho medo que atrapalhe na
minha carreira, pois minha homossexualidade não modifica nada no meu
jeito de lutar. Sim, porque não? rs. Pretendo ser eu mesma lá dentro da
organização, pois sendo eu mesma, estarei defendo a essa bandeira.
Você já digeriu esse momento histórico que está vivendo, já havia pensado em algo tao grandioso para você?
Sim,
estou digerindo o momento ainda, nunca imaginei que fosse tão rápido,
mas no mundo da luta o objetivo é sempre chegar ao UFC, e graças a minha
equipe eu consegui.
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