Supremo dos EUA decide hoje sobre constitucionalidade de casamento gay
Washington, 26 jun (EFE).- A Suprema Corte
dos Estados Unidos vai se pronunciar nesta quarta-feira sobre a
constitucionalidade de uma emenda que proíbe o casamento homoafetivo na
Califórnia e sobre uma lei federal que define o casamento como "a união
entre um homem e uma mulher".
O tribunal estabeleceu para esta
quarta-feira o seu último dia de trabalho do atual período de sessões e
deve emitir uma decisão, que é muito aguardada, sobre os dois casos.
Está
previsto que críticos e defensores do casamento homoafetivo se reúnam
hoje nos arredores do Supremo para esperar as decisões dos dois casos.
O
primeiro tem a ver com a constitucionalidade da chamada Proposição 8,
uma emenda à constituição da Califórnia que foi aprovada em um referendo
em 2008 e que proíbe o casamento nesse estado.
O outro está relacionado com a Lei de Defesa do Casamento (DOMA, em inglês),
que define o casamento como a "união entre um homem e uma mulher" e
impede, portanto, que os homossexuais casados nos estados onde a união é
considerada legal tenham o reconhecimento e os benefícios fiscais em
nível federal.
O governo do presidente Barack Obama se envolveu
em ambos os casos, pedindo ao tribunal a derrubada da Proposição 8 e que
declare a DOMA inconstitucional.
Em maio do ano passado, Obama
se tornou o primeiro presidente americano a declarar em público o seu
apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Cada estado dos
EUA tem suas próprias leis: há 12 nos quais o casamento gay é
legalizado. Outros oito estados permitem algum tipo de união legal entre
casais homossexuais, reconhecendo alguns direitos similares aos do
casamento.
Outros 29 não permitem nenhum tipo de união
homoafetiva e um caso a parte é o estado do Novo México, que não tem uma
legislação que proíba ou reconheça de forma explícita o casamento entre
pessoas do mesmo sexo.
Aproximadamente 18% da população dos EUA vive em estados onde a união homoafetiva é permitida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário