Atlético-MG pega Newell's por final histórica na Libertadores
Crente em novo milagre, Atlético-MG pega Newell's por final histórica
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Ronaldinho Gaúcho é esperança atleticana de 'virar o jogo' contra o Newell's
O Atlético-MG quer fazer a quarta-feira ser histórica para o seu
torcedor no Estádio Independência. O alvinegro mineiro enfrenta o
Newells Old Boys pelo segundo jogo da semifinal da Libertadores, às
21h50, em busca da final inédita em sua história de 105 anos. Os
atleticanos acreditam em novo milagre, no palco já conhecido como
"santuário atleticano".
A missão do Atlético, porém, será dura. O time de Ronaldinho Gaúcho
terá de superar a boa vantagem adversário. O Newells venceu o jogo da
ida, na última quarta-feira, em Rosário, por 2 a 0. Para chegar à final,
a equipe atleticana terá de vencer por diferença de três gols. A
inversão do placar da primeira partida leva a definição da vaga para os
pênaltis.
Superar tal adversidade no segundo jogo é fato raro de acontecer na
história recente da Libertadores. Desde a edição de 2005, quando o gol
fora de casa nos mata-matas, exceto na final, passou a ser levado em
conta no regulamento, apenas dois times conseguiram reverter uma
desvantagem de 2 a 0 do jogo de ida.
O primeiro a conseguir tal feito foi o Grêmio em 2007, mas precisou dos
pênaltis para superar o Defensor, do Uruguai. De forma direta, o único a
passar foi o Deportivo Cuenca (Equador). Em 2009, a equipe perdeu por 2 a 0 para Anzoátegui (Venezuela) e garantiu vaga ao ganhar a partida de volta, por 3 a 0.
Torcedores do Atlético-MG prometem fazer "apitaço" no Independência
- A torcida do Atlético-MG tem demonstrado que confia na classificação para a inédita final de Libertadores, mesmo com a desvantagem no confronto das semifinais. Para empurrar o time mineiro, os torcedores atleticanos prometem fazer uma "pressão infernal" para transformar o Independência num "caldeirão" durante a partida com o Newell’s Old Boys, nesta quarta-feira, às 21h50. Uma das medidas será promover um “apitaço” no estádio, como sugerem torcedores nas redes sociais. A intenção é que os 20 mil pessoas que estarão no Independência apitem toda vez que o Newell’s estiver com a posse bola.
Apesar da esperada dificuldade, o Estádio Independência tem se mostrado
cenário propício para feitos dramáticos. O local, que já é considerado
pela torcida do Atlético como o santuário atleticano, viu nas quartas de
final um dos momentos mais importantes e marcantes da história
alvinegra. Aos 47 minutos do segundo tempo, Victor defendeu, com o pé
esquerdo, a cobrança de pênalti de Riascos, do Tijuana, evitando a
derrota e a desclassificação alvinegra diante do seu torcedor.
O autor do milagre nas quartas de final da Libertadores, que resultou
em homenagens de torcedores atleticanos, é uma das esperanças do
Atlético para que a situação seja repetida diante do Newells. O clube
mineiro trabalha para não ser vazado, já que um gol complicará a
situação e o pensamento da classificação. "È o jogo do ano, a gente só
pensa neste jogo e vamos com tudo, vamos dar a vida pela classificação",
disse.
A vaga para a final da Libertadores colocará o atual elenco atleticano
na história do clube, que nunca chegou, sequer, a uma decisão do torneio
nos 105 anos de existência. A classificação para a semifinal já é
triunfo inédito. Mas, o título da competição mais importante da América
do Sul é a cobiça do Atlético. E aos poucos, o torcedor atleticano ganha
forças para acreditar em apresentação melhor do time e na viabilidade
do resultado desejado.
O técnico Cuca vive uma semana de notícias positivas. Depois de ganhar,
com um time reserva, do Criciúma pelo Brasileirão no domingo, por 3 a
2, e assim sair da zona de rebaixamento, o treinador ganhou de presente
os retornos de Leonardo Silva e Leandro Donizete, que desfalcaram o time
mineiro no primeiro jogo da semifinal, na Argentina, com lesões. Ambos
deverão estar em campo nesta quarta-feira, deixando o Atlético mais
fortalecido e próximo do time titular ideal.
Newell's 'tranca' jogadores no hotel em BH e só sai para decidir vaga
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O Newells Old Boys deseja sair da capital mineira com a classificação para a final da Libertadores, vaga que está mais próxima com a vantagem no confronto contra o Atlético-MG, após a vitória por 2 a 0, no jogo de ida, em Rosário. Porém, o time argentino quer passar despercebido na rápida estadia na capital mineira e, dessa forma, evitar problemas de segurança. Para isso, vai 'trancar' seus atletas no Hotel Ouro Minas.
Por sua vez, o Newells Old Boys chega com tranquilidade pela vantagem
conquistada na primeira partida, mas com preocupação maior fora de
campo, com a segurança dos seus jogadores. O clube argentino deseja
evitar ao máximo encontros com torcedores atleticanos e para isso abriu
mão até mesmo de treinar no estádio Independência, na terça-feira,
quando teria direito de fazer um reconhecimento do local.
A diretoria do time argentino teme que possa acontecer algum tipo de
represália por parte do alvinegro mineiro e principalmente da sua
torcida, já que o Atlético encontrou dificuldades de trabalhar no
Estádio Marcelo Bielsa, na véspera do duelo da última quarta-feira.
Naquela ocasião, o time atleticano encontrou banheiros fechados e parte
da iluminação apagada. Os jogadores ficarão reclusos no Hotel Ouro Minas
até a hora de ir ao estádio.
Apesar do placar favorável, o técnico da equipe argentina Gerardo
Martino garante o futebol ofensivo apresentado no primeiro jogo. "Nós
não mudamos a nossa maneira de jogar por um ano e meio. A partida que
imagino é semelhante à que fizemos em casa", disse. Ele terá um único
desfalque: Pérez, suspenso, por causa de cartão amarelo.
Data: 10/7/2013 (quarta-feira)
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Auxiliares: Miguel A. Nievas (URU) e Carlos Pastorino (URU)
Transmissão: Rede Globo, Sportv, Fox Sports
Atlético-MG
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete, Diego Tardelli e Ronaldinho Gaúcho; Bernard e Jô
Técnico: Cuca
Newell's Old Boys
Guzmán; Cáceres, Vergini, Heinze e Casco; Mateo, Orzán (Cruzado), Bernardi e Figueroa, Scocco e Maxi Rodríguez
Técnico: Gerardo Martino
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