Compra pela internet deu errado? Veja como agir nestes casos
Preços baixos, descontos "imperdíveis" e a comodidade de poder adquirir
um produto sem sair de casa atraem cada vez mais pessoas para as compras pela internet.
O problema é que golpistas, atentos a essa demanda, estão criando sites
de comércio eletrônico para enganar consumidores. Quando a compra dá
errado, há pouco a fazer para diminuir o prejuízo.
Fazer
compras pela internet é prático, mas requer alguns cuidados básicos. É
preciso redobrar a atenção enquanto você faz sua compra em algum site ou
serviço online e antes de fechar o negócio -- e assim evitar futuros
problemas. Veja a seguir algumas dicas da Fundação Procon Think Stock
"O cuidado na compra feita em uma loja online deve ser igual e até
maior do que aquele tomado pelo consumidor na loja física. É realmente
necessário ter muita cautela", alerta Fátima Lemos, assessora técnica do
Procon-SP.
Antes de efetuar a compra, frisa a especialista em direito do
consumidor, a pessoa deve procurar referências sobre aquele fornecedor,
verificando a existência de reclamações contra ele no Procon e em rede
sociais. "É importante, antes de fazer a compra, também testar os canais
de atendimento por e-mail e telefone divulgados pelo site de comércio
eletrônico", aconselha Fátima.
Dicas
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Antes de efetuar a compra, pesquise mais sobre a reputação daquele fornecedor e se há queixas sobre ele no Procon e redes sociais |
| Consulte a lista de sites não confiáveis do Procon. O órgão atualiza mensalmente as informações |
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Se o produto não foi entregue e o fornecedor não retorna o contato, tente o estorno ou devolução do valor pago com a empresa do cartão de crédito ou intermediária do pagamento. |
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Não deixe de registrar a queixa no Procon da sua cidade sobre a loja virtual. |
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Registre um boletim ocorrência, principalmente nos casos em que o dinheiro pago não foi devolvido e o fornecedor "sumiu" do mapa. |
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O Registro.br e a Junta Comercial podem fornecer informações sobre a identidade e localização do fornecedor da loja virtual. |
Caso o pior aconteça – o produto adquirido não é entregue e a empresa
não responde ao contato do consumidor sobre o problema – a pessoa pode
tentar o estorno ou devolução do valor pago junto à prestadora do cartão
de crédito ou aos sites intermediadores de pagamento.
Esses últimos estabelecem em seus termos de serviço alguns requisitos
para efetuar o cancelamento da compra, como período máximo para que o
cliente apresente a reclamação contra o vendedor e investigação da
veracidade da queixa. Pode haver ou não a devolução do valor pago,
conforme o resultado dessa análise.
Já nos pagamentos feitos por boleto bancário, o cancelamento da compra é
mais complicado. "É preciso identificar e contatar o cedente para
tentar o ressarcimento", diz a especialista do Procon.
Além de pedir a devolução do dinheiro, o consumidor deve registrar uma queixa junto ao Procon de sua cidade -- também é recomendável fazer um boletim de ocorrência.
Sites fantasmas
É possível que o site onde a compra foi feita saia do ar ou forneça
canais de atendimento falsos ou constantemente indisponíveis. "O
consumidor pode fazer capturas de tela mostrando que o site não está no
ar. Ele deve guardar também todos os comprovantes de compra e registros
que mostrem a tentativa de contato com o fornecedor", diz Fátima.
Outros meios de tentar localizar os fornecedores são o Registro.br, que mostra as informações de quem registrou o endereço da loja virtual, ou a Junta Comercial da cidade.
O Procon-SP mantém atualizada uma lista de sites não confiáveis,
devido ao número crescente de lojas virtuais usando dados de contato
inválidos ou falsos – isso dificulta e até impede que as queixas feitas
sejam solucionadas.
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