Presidente interino do Egito decreta realização de eleições legislativas antes de 2014
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O novo presidente interino do Egito, Adly Mansour, anunciou eleições legislativas ainda este ano
O presidente interino do Egito, Adly Mansour, decretou nesta
segunda-feira (8) à noite a realização de eleições legislativas antes de
2014, depois das quais será anunciada uma data para a presidencial,
informou a imprensa estatal.
O país terá cinco meses para modificar a constituição suspensa,
ratificá-la em um referendo e, depois, realizar eleições parlamentares,
segundo o texto do decreto divulgado no site do jornal Al-Ahram.
A declaração constitucional prevê, segundo o jornal, a nomeação em um
prazo de no máximo 15 dias de um comitê constitucional que terá dois
meses para apresentar suas emendas ao presidente interino.
Este deverá, em seguida, submetê-lo a um referendo popular em um prazo
de mês. A partir de então, legislativas serão organizadas dentro de dois
meses. Em seguida, uma data será anunciada para a realização de uma
eleição presidencial.
9.jul.2013
- Manifestantes malaios islâmicos levam, nesta terça-feira (9), em
Kuala Lumpur, pôsteres em apoio ao ex-presidente egípcio Mohamed Mursi,
derrubado por um golpe militar na semana passada. 51 pessoas, a maioria,
apoiadoras de Mursi e do seu partido, a Irmandade muçulmana, foram
mortos em conflitos entre apoiadores e opositores do presidente deposto Mohd Rasfan/AFP
"A formulação da declaração leva a crer que todo o processo eleitoral
transcorrerá nos prazos anunciados", declarou à AFP o constitucionalista
Zaid al-Ali.
A declaração, divulgada pela agência oficial Mena, indica que o presidente da República tem o poder executivo e lembra a independência da justiça.
Na noite de quarta-feira, o Exército nomeou Mansour, presidente da Alta Corte Constitucional, como presidente interino, e destituiu Mursi, contestado em grandes manifestações.
A Constituição aprovada por referendo em dezembro -acusada pela oposição de abrir a porta para a islamização da legislação- foi suspensa e a câmara alta, dominada pelos islamitas, foi dissolvida.
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