Romântico ou cafajeste? Que tal o melhor dos dois?
Elas
gostam dos românticos! Não, elas gostam dos cafajestes! Entre conversas
em rodas de amigos, virtualmente com suas leitoras, e em experiências
de vida, o escritor e publicitário Ricardo Coiro percebeu que trazer o
melhor dos ‘dois mundos’ para os relacionamentos afetivos é uma maneira
de fazer dar certo a relação.
Autor de “Confissões de um Cafamântico”,
em seu livro de estreia lançado pela editora Schoba Ricardo quer
mostrar que ser romântico, cafajeste ou os dois não elimina sentimentos e
atitudes como sentir saudades, amar, se apaixonar, ser
atencioso, egoísta, covarde, mentir, ser humano com erros e acertos. “O
objetivo principal é fazer com que os contos criem sensações antagônicas
como sair de um texto do qual você chora, para outro que faz rir
e depois sentir tesão, ou seja, passar por uma montanha-russa, um choque
de sensações”.
Conversamos com o autor, que falou sobre o
personagem que dá vida às histórias que publica na internet nos sites
“Casal Sem Vergonha” e “Entenda os homens” e, agora, no livro: o
Cafamântico. Será que as mulheres aceitam o lado cafajeste deste homem
também romântico e o idealizam? Ele responde: “As mulheres gostam de
características de cada um desses arquétipos. E dá, sim, para harmonizar
essas duas personalidades sem ser uma ou outra. O romântico obviamente
tem qualidades ótimas, mas ser romântico sempre pode torná-lo um cara
meloso e cansativo. Às vezes é preciso ter uma pegada um pouco mais
forte, mais animal até”.
O autor defende que as mulheres devem se
libertar de preconceitos. “As pedradas diárias do machismo fazem com que
muitas mulheres, dentro ou fora de relacionamentos, ajam em desacordo
com as próprias vontades, com o que lhes daria prazer. Com medo de serem
mal vistas, deixam de ousar, não arriscam novas posições, evitam
dizer o que gostam, não tomam iniciativa, nem realizam fantasias
saudáveis, fazendo com que o relacionamento fique morno, repetitivo e
sem sal”.
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