terça-feira, 28 de maio de 2013


Com exceção do Flamengo, grandes decidirão fora a terceira fase da Copa do Brasil; veja os confrontos

Um sorteio realizado pela CBF na tarde desta segunda-feira definiu a ordem dos mandos das partidas da terceira fase da Copa do Brasil...

Um sorteio realizado pela CBF na tarde desta segunda-feira definiu a ordem dos mandos das partidas da terceira fase da Copa do Brasil. Botafogo, Internacional, Cruzeiro e Santos decidirão a vaga fora de casa contra Figueirense, América-MG, Atlético-GO e Crac-GO, respectivamente. As partidas serão realizadas nos dias 3, 10, 17 e 24 de julho. Entre os times considerados grandes, apenas o Flamengo terá o privilégio de decidir em seus domínios a partida contra o ASA-AL.
A partir desta fase, não existe mais a possibilidade de eliminação do segundo jogo. Até a segunda eliminatória, se o time visitante vencesse a primeira partida por dois ou mais gols de diferença, garantia de forma antecipada a vaga.
Nas oitavas de final, fase seguinte da competição, o Vasco e cinco clubes que disputam ou disputaram a Copa Libertadores deste ano - Atlético-MG, Corinthians, Fluminense, Grêmio e Palmeiras - entrarão na disputa pelo título.
Confira os confrontos de ida da terceira fase da Copa do Brasil
ASA x Flamengo
Inter x América-MG
Goiás x ABC
Salgueiro-PE x Criciúma
Ponte Preta x Nacional-AM
Botafogo x Figueirense
Cruzeiro x Atlético-GO
Santos x Crac
Naviraense x Atlético-PR
Fortaleza x Luverdense

segunda-feira, 27 de maio de 2013

TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO CONTRATARÁ MAIS 1.500 TRABALHADORES



O Ministério da Integração Nacional abriu as propostas técnicas referentes à licitação das obras complementares do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Ao todo, mais 1,5 mil trabalhadores serão contratados para atuar no trecho que abrange os municípios pernambucanos de Floresta, Petrolândia, Betânia e Custódia, correspondente às metas 1L e 2L. Atualmente, as obras da Integração do São Francisco mobilizam 4,3 mil trabalhadores e 1,3 mil equipamentos.
“Com a conclusão desta licitação, nós vamos retomar todas as frentes de serviço no Eixo Leste”, afirmou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Com 74,7% de conclusão, a Meta 1L compreende a captação de água do rio São Francisco, no reservatório de Itaparica, até o reservatório Areias, ambos em Floresta (PE). Já a Meta 2L (53,8% executada) inicia na saída do reservatório Areias, em Floresta (PE), e segue até o reservatório Barro Branco, em Custódia (PE). Com o término das obras do Eixo Leste, mais de 4,5 milhões de pessoas serão beneficiadas nos estados de Pernambuco e da Paraíba.
Considerada a maior obra de infraestrutura hídrica do país, o Projeto de Integração do Rio São Francisco vai levar água para mais de 12 milhões de pessoas em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em alguns trechos da obra, como o lote 8, em Salgueiro (PE), e o lote 14, em São José de Piranhas (PB), as equipes se revezam 24 horas por dia. E até junho a força de trabalho vai dobrar.
Novo modelo
O Ministério da Integração Nacional estabeleceu, em 2011, um novo modelo de licitação, contratação e acompanhamento dos seis trechos de obras (metas 1N, 2N, 3N, 1L, 2L e 3L). Esses trechos vão contratar mais 4 mil trabalhadores da região. Em março, foi publicado, no Diário Oficial da União (DOU), o aviso de licitação da execução das obras complementares das Metas 1L e 2L.
Na última semana, foi emitida a segunda ordem de serviço no valor de R$ 305,9 milhões para as atividades da Meta 2N, que já está em execução desde dezembro de 2012 e conta com 205 trabalhadores. No pico de atividades, em julho, serão 1,8 mil. Essa etapa do projeto, no Eixo Norte, é composta pela construção de seis novos reservatórios e pela ampliação do açude Atalho.
Já a Meta 1N, com 42,3% de execução, vai da captação do rio São Francisco, no município de Cabrobó (PE), até o reservatório de Jati, em Jati (CE). Essa etapa abrange o canal de aproximação, em Cabrobó (PE) – já concluído –, e os lotes 1, 2, 3, 4 e 8. Atualmente, mais de 1,9 mil pessoas trabalham nesses lotes, nos municípios pernambucanos entre Salgueiro e Cabrobó. Ao todo, serão investidos nesses dois trechos mais de R$ 1,2 bilhão. Os editais das Metas 3L e 3N deverão ser publicados neste mês de abril.
Obras estruturantes
A Integração do São Francisco está entre as maiores obras de infraestrutura hídrica do mundo. O projeto faz parte do conjunto de empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para ampliar a infraestrutura hídrica do semiárido brasileiro. Para cada R$ 1 investido no Projeto São Francisco, outros R$ 2 são destinados a outras obras estruturantes no Nordeste.
O investimento do Governo Federal em infraestrutura hídrica saíram de R$ 7,2 bilhões, no PAC 1, para R$ 23 bilhões, no PAC 2 – que serão aplicados até 2015. A meta do governo é ampliar a capacidade de armazenagem de água em 7 bilhões de metros cúbicos, através das novas barragens. No PAC 2, já foram concluídos barramentos que acrescentaram 609 milhões de m³ á capacidade de armazenagem e já foram entregues 1.200 quilômetros em adutoras e canais. Entre as obras recém-concluídas estão: o Trecho IV do Eixão das Águas (CE), a 1ª etapa da Adutora Pajeú (PE), a Barragem Figueiredo (CE), a Adutora Guanambi (BA), o Sistema Seridó (RN) e o Sistema Congo (PB).

4 mitos da aposentadoria que valem a pena ser repensados

O aposentado do futuro não terá mais uma vida linear, tão pouco deixará de trabalhar


                             homem idoso espreguiçando - aposentadoria
homem idoso espreguiçando - aposentadoria

SÃO PAULO - Foi-se o tempo em que se aposentar era um futuro certo. O problema não está em receber ou não o benefício, mas o que ele significará e se será o suficiente para manter o padrão de vida de quando trabalhava.
“Aposentadoria não é o que costumava ser. Nós precisamos nos reinventar e desfazer-se de algumas crenças convencionais sobre este período”, disse o psicólogo, Ken Dychtwald, mais conhecido como o “Guru do envelhecimento da América”. Em entrevista ao site da revista norte-americana Forbes, Dychtwald ainda mostra os quatro mitos sobre a aposentadoria que devem ser repensados. Confira:
Um plano de vida linear
“Costumava ser simples. Você é educado, tem um trabalho e uma família, se aposenta e, em seguida, espera tranquilamente o final de sua vida”, diz a publicação. Aposentadorias futuras, no entanto, serão assimétricas. É possível, por exemplo, encontrar uma carreira aos 70 anos. Segundo Dychtwald, o grupo que mais cresce no mercado de trabalho norte-americano tem sido de pessoas acima de 55 anos. “Talvez, as fantasias dos anos 90 eram apenas um sonho”.
A definição de aposentadoria
O que você pretende fazer quando se aposentar? Será que se aposentar significa nunca mais trabalhar? Dychtwald fez um levantamento sobre o que as pessoas gostariam de fazer quando se aposentassem. Apenas 29% disseram que nunca mais queriam trabalhar novamente e cerca de 39% pensam em trabalhar em tempo parcial. Mais de 29% gostariam de combinar trabalho e lazer e 8% ainda querem trabalhar em tempo integral.
Pensamento de retirada
A maioria dos aposentados pensa na aposentadoria como um sinal para o “desaparecimento social”. Os aposentados do futuro, pelo contrário, não terão essa escolha e deverão se envolver com a sociedade, a família e a vocação profissional. Este momento não significa um apenas “descanso da vida”, mas também tempo para se relacionar, continuar aprendendo e construir um legado.
Estado provedor
Ser idoso não significa mais viver pouco tempo. Com os avanços da medicina, muitos países já registraram aumentos relevantes na população idosa - tendência também presente no Brasil. Para acompanhar esse ritmo, os países aumentam cada vez mais os anos trabalhados para as pessoas se aposentarem.
Segundo Dychtwald, quem quiser se aposentar no futuro mantendo o atual padrão de vida, deve se planejar. É preciso levar em consideração cuidados com a saúde, segurança e planejamento de vida mais flexível. “A combinação da estratégia com as novas fontes de renda serão necessárioas”, descreve Dychtwald.

Brasileiro trabalhará até o dia 30 de maio para pagar tributos

Mais de 41% do rendimento bruto do trabalhador brasileiro será destinado para pagamento dos impostos
                                 Contas - trabalho - impostos




O contribuinte destinará 41,08% do seu rendimento bruto para pagar os tributos. De acordo com o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, os impostos têm aumentado a cada ano, sendo que em 2012 foi comprometido 40,98% do seu ganho para este fim e, em 2011, 40,82%. “Apesar de contribuir cada vez mais com a crescente arrecadação tributária do País, que em 2012 chegou a R$1,59 trilhão, o brasileiro continua não vendo a adequada aplicação deste recursos em serviços públicos de qualidade, principalmente nos setores de educação, saúde, segurança e outros fundamentais para que a sociedade se desenvolva”, afirma.
Em relação ao ano passado, o contribuinte também trabalhou 150 dias para pagar os tributos, porém, como o ano era bissexto, essas obrigações foram cumpridas no dia 29 de maio.
Vale lembrar que o estudo leva em conta a tributação incidente sobre rendimentos, formada pelo Imposto de Renda, contribuições previdenciárias e sindicais; tributação sobre o consumo de produtos e serviços, como PIS, COFINS, ICMS, IPI e ISS; tributação sobre o patrimônio, como IPTU, IPVA; e as taxas de limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos e contribuições, como no caso da iluminação pública.
Consumidor
Para Olenike, a Lei nº 12.741/12, que entra em vigor no dia 10 de junho e obrigará a informação da carga tributária dos produtos e serviços nos cupons e notas fiscais ao consumidor, é um grande passo para despertar a consciência tributária do brasileiro, que terá melhores condições de cobrar o retorno dos valores arrecadados. 

Procon responde 10 dúvidas sobre o fechamento da conta corrente

Para encerrar a conta, o consumidor não é obrigado a ir até a sua agência

                                     Fila em bancos
Fila em bancos
SÃO PAULO - Abrir uma conta corrente no banco é fácil, já que os bancos oferecem uma série de vantagens para que o consumidor se torne cliente. O problema é na hora de fechar. Muitas vezes, o consumidor quer encerrar, mas a instituição bancária não facilita, o consumidor não tem conhecimento sobre seus direitos e até mesmo falta tempo. Pensando nisso, o Procon respondeu as 10 dúvidas mais frequentes sobre o assunto. Confira:
Quando posso encerrar minha conta?
Procon: A qualquer momento o consumidor pode solicitar o encerramento de sua conta, mas a formalização do pedido deve ser por escrito, por meio de formulário fornecido pelo próprio banco ou através de redação própria, lembrando sempre de datar o e assinar o documento. Não se esqueça de solicitar um comprovante de recebimento (por parte do banco) do pedido de enceramento da conta.
Para encerrar a conta, o consumidor é obrigado a ir até a agência?
Procon: Não. O formulário para encerramento da conta deve estar disponível em qualquer agência. Se houver negativa, faça uma reclamação no Procon do seu estado de residência e no Banco Central.
É necessário fornecer algum documento para encerrar a conta?
Procon: O cliente deve apresentar um documento de identificação, além de devolver todas as folhas de cheques e cartões ao banco, não esquecendo de fazer constar no pedido de encerramento, tudo que estiver sendo devolvido.
Quais outros procedimentos é indicado para que o cliente não tenha problemas futuros?
Procon: É fundamental verificar se todos os débitos autorizados e cheques emitidos já foram lançados na conta; cancelar as autorizações para futuros débitos automáticos (contas de água, telefone, seguro, etc.) e manter saldo suficiente para pagamento de compromissos assumidos anteriormente, pois para encerrar a conta é necessário quitar todos os débitos com o banco.
O banco pode se negar a encerrar a conta se eu tiver algum débito com ele?
Procon: O banco não é obrigado a encerrar a conta, enquanto o cliente tiver débitos com a instituição financeira, mas é possível tentar uma negociação para que o pagamento seja feito de maneira avulsa, através de boleto bancário, por exemplo, para que a conta seja encerrada.
O banco pode cobrar alguma tarifa mesmo o cliente não utilizando mais a conta corrente?
Procon: Ao verificar que uma conta está sem movimentação espontânea por noventa dias, o banco deverá emitir um aviso sobre essa situação, informando que, independente desse fato, a cobrança de tarifa de manutenção permanece. Porém, a partir do sexto mês sem movimentação o banco não pode cobrar tarifas e encargos sobre o saldo devedor.
No caso de conta conjunta, é necessária a presença do outro cliente para encerramento, mesmo eu sendo o titular?
Procon: Vai depender do contrato. Normalmente apenas a assinatura de um dos titulares é o suficiente, mas é importante consultar o gerente.
O banco pode encerrar uma conta inativa?
Procon: As contas inativas por mais de seis meses podem ser encerradas por opção do banco. Se o banco optar pelo encerramento da conta, deverá informar o correntista trinta dias antes de completar o sexto mês de inatividade.
A conta corrente é encerrada de maneira automática caso o consumidor deixe de realizar movimentações?
Procon: Não. O simples fato de parar de movimentar a conta corrente não encerra o contrato de prestação de serviço entre o cliente e o banco.
O banco pode encerrar a conta, mesmo não tendo saldo positivo?
Procon: Em relação a possível saldo positivo, o banco deve informar sobre o valor que o cliente possui na conta para que o consumidor tome as providências (faça a retirada ou volte a movimentar a conta).
Veja as 10 marcas mais escolhidas pelos brasileiros

Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras

A Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras, tanto no Brasil quanto no mundo, segundo a pesquisa “Brand Footprint”, realizada pela Kantar Wordpanel. A instituição utiliza uma metodologia inédita, que mede quantos lares ao redor do mundo compram uma marca pelo menos uma vez durante o ano. No Brasil, a Coca-Cola ocupa a primeira posição; veja a seguir quais são as outras nove marcas mais lembradas pelos brasileiros
  Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)


A marca de produtos de limpeza Ypê é a segunda no ranking
Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)

A marca de pasta dental Colgate está em terceiro lugar
Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)

O sabão em pó Omo está na quarta colocação do ranking

Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)
A marca de sucos Tang ocupa a quinta colocação
Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)

A cerveja Antarctica é a mais comprada pelos brasileiros e ocupa a sexta posição
Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)


A margarina Qualy aparece no sétimo lugar
Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)


A marca de temperos e outros itens alimentícios Maggi está na oitava posição do ranking
Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)


A marca Soya, que vende principalmente óleo de cozinha, está na nona colocação
Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)


O achocolatado Nesquik ocupa a décima e última posição do levantamento
Coca-Cola é a marca mais escolhida pelos consumidores na hora das compras (© Reuters)
Roberto Civita - 1 (© Luciana Prezia AE)

Morre o empresário Roberto Civita

Presidente do conselho de administração do Grupo Abril e criador de 'Veja' tinha 76 anos e estava internado havia três meses

O empresário Roberto Civita, diretor editorial e presidente do conselho de administração do Grupo Abril, morreu neste domingo, 26, às 21h41, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, de falência múltipla de órgãos. Ele tinha 76 anos e estava internado havia três meses para a correção de um aneurisma abdominal. O corpo do empresário será velado a partir das 11h de hoje no Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra.
Civita deixou a esposa, Maria Antônia Civita, e três filhos: Giancarlo Civita, vice-chairman da Abrilpar, holding da família Civita que controla a Abril S/A e a Abril Educação S/A, Victor Civita Neto e Roberta Civita. Giancarlo exerce interinamente a função do pai no comando do Grupo Abril desde o fim de março. O empresário dedicou mais de cinco décadas de sua vida a transformar a editora criada em 1950 por seu pai, Victor Civita, em um dos maiores conglomerados editoriais da América Latina. Foi ele quem idealizou e lançou, em 1968, a revista Veja, ainda hoje o carro-chefe do grupo. Estudou física nuclear, jornalismo e economia, além de ter feito pós-graduação em sociologia. Mas considerava-se, acima de tudo, um editor.
Em nota, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que Civita "era um homem de coragem e de vanguarda". "Tinha amor pelo Brasil, obsessão pela verdade e crença inabalável na liberdade de imprensa. Ao idealizar e criar publicações como Veja, maior revista de informação semanal fora dos Estados Unidos, deu uma contribuição inestimável à construção da democracia brasileira. Nossos sentimentos à família e aos amigos."
Comando. O empresário assumiu a presidência do conselho do Grupo Abril em 1990, após a morte de Victor Civita. Inicialmente, seu plano para a companhia (que, além da editora, incluía uma indústria gráfica e um braço de distribuição e logística) era transformá-la em uma empresa de capital aberto. Chegou a anunciar, em 1994, o cronograma para ir à Bolsa de Valores com 30% do capital do grupo, que até então detinha 155 títulos, entre revistas semanais e mensais, e um faturamento de US$ 418 milhões (cerca de R$ 820 milhões em 1993).
Mas a Abril nunca chegou a fazer sua oferta inicial de ações na Bolsa. Por causa de uma série de aquisições e sociedades feitas no início da década, a empresa entrou em um período de instabilidade financeira. Por isso, durante os anos em que liderou o grupo, Civita reduziu o número de publicações para 54 títulos regulares.
Após 23 anos à frente do grupo, o empresário conseguiu fazer a receita líquida da companhia saltar para R$ 2,975 bilhões em 2012, conforme o último balanço divulgado.
O empresário diversificou as áreas de atuação da companhia, que, além de revistas, passou a publicar conteúdo e serviços online e atuar em TV segmentada, comércio eletrônico e na área de educação (livros didáticos e sistemas de ensino).
Editor. Em entrevista concedida ao Estado em 2010, quando criou um curso de pós-graduação em jornalismo em parceria com a ESPM, o empresário - nascido em Milão, na Itália, e naturalizado brasileiro - se definiu essencialmente como um editor. "A única coisa que eu sei mesmo fazer na vida é ser editor, me considero um editor. E, ao longo desses anos - estou na Abril há mais de 50 -, participei da criação de um monte de revistas."
Sobre as mudanças dos últimos anos no mercado editorial, principalmente por causa do avanço da internet, Civita acreditava que, seja qual for o meio em que for veiculada, a informação sempre será um produto cobiçado. "Acho que haverá mudanças impossíveis de se imaginar hoje, mas no conjunto, tenho certeza de que a função de jornalista é necessária, que alguém ir buscar a informação é algo necessário e que os amadores não podem fazer isso. Os amadores, que não têm nada a fazer na vida a não ser entrevistar gente e ouvir um que acha isso, outro que acha o contrário. E quem vai organizar? Quem vai hierarquizar? Isso é coisa para jornalista profissional. Não tenho dúvida disso", afirmou.
"Mas a profissão vai ser monetizável? Tenho certeza de que as pessoas vão estar dispostas a pagar por isso. Porque é um serviço valioso. E não venha me dizer que está tudo de graça na internet. Só se você não tiver mais nada para fazer na vida. Mesmo assim, no fim de 12 horas que você passe na internet, no fim do dia, você teria uma boa visão do conjunto? Não. Você precisa de profissionais para filtrar, para escolher, ponderar. Para avaliar. Não tenho nenhuma dúvida sobre isso. Nenhuma."