Portão sem chave na Arena Pernambuco gera confusão, e voluntários são chamados de palhaço
Um dos portões da Arena Pernambuco ficou sem as chaves por mais de duas
horas deixando torcedores revoltados e voluntários em desespero antes
da partida entre Espanha e Uruguai pela Copa das Confederações. Todas as
entradas deveriam ser liberadas a partir das 15h, porém o portão
trancado só foi liberado depois das 17 horas. Nervosos, os torcedores
chegaram a chutar o portão e xingar os voluntários de 'palhaço'.
Um dos voluntários que trabalhava próximo à área do portão P, blocos
122 e 123, onde ocorreu o problema, disse que tentou coordenar o público
e explicar a situação. "Estávamos sem as chaves, e tentei pedir calma
ao pessoal. Mas acho que a chuva ainda deixou todo mundo mais nervoso.
Gritei, mas não adiantou muito", explicou.
Segundo o voluntário, por volta de 50 a 60 pessoas que se aglomeravam
no portão trancado entraram antes das 17h30. Os funcionários da Arena
Pernambuco chegaram com um grande molho de chaves, mas nenhuma se
encaixava na fechadura do portão. Foi preciso um grande alicate para
quebrar o cadeado e, finalmente, liberar a entrada dos torcedores.
De acordo com um segurança no local, as dificuldades poderiam ser
amenizadas porque os ingressos estavam autorizados a passar em qualquer
catraca do estádio, e não apenas no portão P, conforme previa a Fifa.
Ainda segundo ele, um grupo de pessoas conseguiu utilizar outros acessos
à arena, enquanto outros torcedores esperaram no local.
Esses não foram os primeiros problemas apresentados por Recife durante a
Copa das Confederações. Nas proximidades do estádio, policiais
assustados com as diversas manifestações em estádios durante o torneio
abordavam qualquer aglomeração de pessoas. Quando um grupo de 20 jovens
se aproximou da entrada da Arena Pernambuco com faixas e instrumentos de
som, a polícia correu para saber do que se tratava.
"Fiquei com medo quando eles se aproximaram rapidamente da gente",
disse Areli Quirino. "Mas nós só queríamos pregar a palavra de Deus",
disse a integrante da Igreja Presbiteriana do Barro. "Os policiais
perceberam que não estávamos brigando por nada e um deles até tocou
triângulo conosco", comentou.
Até as seleções de Uruguai e Espanha tiveram problemas em sua estada no
Recife. A seleção sul-americana foi impedida de realizar suas
atividades na quinta-feira porque o gramado do estádio Arruda estava
encharcado. A solução foi realizar treinos físicos em uma academia da
cidade.
No dia seguinte, o difícil acesso ao CT do Sport se tornou outro
problema. A delegação demorou mais de 3h para ir e voltar e teve de
passar por um trecho esburacado da BR 101 e ainda por uma estrada de
terra cheia de lama. O zagueiro Diego Lugano chegou a reclamar dizendo
que só precisavam de um 'campinho'.
A Espanha também teve problemas. A atual campeã do mundo está hospedada
em um hotel no bairro de Boa Viagem, em que a logística de saída e
chegada força a paralisação de um quarteirão junto à orla. O ônibus da
delegação não conseguiu resgatar os jogadores na porta do
estabelecimento e precisou ficar numa rua estreita ao lado, antes de um
treino. Na quinta, quando a delegação da Fúria deixou o local para treinar, com ajuda de batedores, a região praticamente travou por alguns instantes.
Procurado pelo UOL Esporte, o Comitê Organizador da
Copa do Mundo se resumiu a dizer que o problema foi solucionado sem
prejudicar o acesso do público ao estádio. "Essa questão foi
identificada e solucionada, sem impactar a operação de entrada do
público, já que não havia filas momentos antes do início do jogo",
informou por meio de sua assessoria de imprensa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário