Estrangeiros não vão tirar emprego de médicos brasileiros, diz ministro
A decisão do governo de autorizar a vinda de médicos estrangeiros sem a
aprovação no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida), no
âmbito do Programa Mais Médicos, é para evitar que esses profissionais
disputem mercado com os médicos brasileiros, disse hoje (9) o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo ele, no entanto, todos os profissionais serão avaliados e
atestados por universidades públicas, que são as mesmas instituições com
atribuição e competência, definidas pela Lei de Diretrizes e Bases,
para conduzir o processo de revalidação de diplomas de medicina obtidos
no exterior.
"Caso as universidades façam a validação do diploma nesse programa,
esses profissionais vão poder trabalhar onde quiserem e disputar mercado
com os médicos brasileiros. O Ministério da Saúde e o da Educação não
querem tirar emprego dos médicos brasileiros. Queremos trazer médicos de
fora do país apenas se as vagas
não forem preenchidas e com autorização exclusiva para atuar na
periferia das grandes cidades e em municípios do interior", disse
Padilha.
"Mas a mesma universidade pública que tem competência para revalidar o
diploma, vai avaliar esses profissionais, só não vai fazer o rito de
validação do diploma", acrescentou o ministro.
A contratação de médicos formados em outros países sem a
obrigatoriedade da aprovação do Revalida tem sido criticada por
entidades de classe. Na avaliação dos profissionais, trata-se de uma
medida irresponsável e expõe a parcela mais carente e vulnerável da
população aos riscos decorrentes do atendimento de profissionais mal
formados e desqualificados.
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